terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Leves conversas

E talvez você não goste.
Talvez . É assim, tudo tão incerto;
Como eu em minhas incertezas.

E não importam as promessas e quantas ondas saltadas.
Se for leve há de me levar.

Leve ainda.
O que eu quero é bem simples.
Levitar, leve estar.
Um ombro pra encostar, um cheiro grudado na camisa.

Amor ?! Não . - Isso já me sobra.
Carinho , sim ! Incendiar com um sutil toque.
Olhos em jogo, mesmo sabendo onde a batalha termina,
onde as cartas estão e quando usá-las.

Sem contrato nem firmar futuro, apenas algo puro.
Misturar intenso e ternura.
Leviana, sem cobranças, medos.
Passear dedos , arrepios ,
atração e afeto.

Sem precisar pisar leve.
Sem precisar pisar , Leva me !
Os Leviatãs , Leva ! Pra longe ,leva de mim.
Que a brisa leve o que faz recuar.
Ser lavada , levada, na levada.

Que a pureza me leve, que eu me torne leve
Vira rumo ,vira vida ,virá nova a cada dia.
Na levada ,pode levar! Eu me deixo.
De ponta à cabeça ao acaso dos ventos.




Por : Luz Sanjeva

4 comentários:

  1. Linda sua poesia. Saudade de ler seus versos. Leves e certeiros. Dá até pra musicar...

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  2. Luz Sanjeva... Te levando na levada, não deixe se quer ser enganada, a vida é mais leve do que se acha - Adoooooooro seus textos e disso já sabe, saudade como o Gabriel senti de ler esses versos tão leves e expressivos.

    Cheiro =]

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  3. Saudades dos dois, que escrevem tão bem.

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