sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uma manhã de Maio,uma tarde de junho

Um dos olhares buscava outro.
O outro olhar já pertencia a um.
Dois olhares se cruzaram;
E viraram-se para continuar olhando.
E agora ali , são dois corpos
que se encontraram.
Dois lábios que se buscam
mas sem encostar.
Os lábios chamavam um ao outro,mas sem encostar.
A boca salivava , ansiando a outra
sem encostar.
Duas bocas , frente à frente.
Dois olhares que se encontram , frente à frente.
Os respirares em contato.
Sem encostar.
Os olhares já estão em transe.
Não buscam e a ninguém pertencem.
Abrem-se as bocas buscam um encaixe,mas não se encostam.
é possível sentir a língua pulsar,o calor do respirar...
E os lábios se encontram , explode o beijo e a vontade
que não haja fim.

Um comentário:

  1. senti essa sensação essa semana,
    enquanto eu lia fui lembrando cada momento.
    seus textos são fantasticos

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